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Braga, 27 jan (Lusa) - Um consórcio ameaçou hoje impugnar judicialmente o concurso para a requalificação de uma escola em Braga, se a câmara insistir em entregar a obra a outra empresa que "leva" mais 1,4 milhões de euros.
"Não se percebe como é que, em tempos de crise e de austeridade, uma câmara se queira dar ao luxo de se marimbar para 1,4 milhões de euros a mais por uma obra", disse, à Lusa, Domingos Costeira, do consórcio formado pelas empresas Arlindo Correia & Filhos e Costeiras Empreiteiros, duas empresas de Braga.
Em causa está a requalificação da Escola EB 2,3 Dr. Francisco Sanches, que a câmara já decidiu adjudicar à DST - Domingos da Silva Teixeira, por 7,2 milhões de euros.
A proposta do consórcio a que pertence Domingos Costeira era de 5,8 milhões de euros.
O preço base do concurso ascendia a 9,6 milhões.
"Quem analisar criteriosamente o caderno de encargos da obra, será forçosamente levado a concluir que o preço base do concurso é anormalmente elevado, potenciando ganhos excessivos ao empreiteiro que for premiado", sublinha Domingos Costeira.
Disse mesmo que a proposta apresentada pelo seu consórcio já permite "uma margem de lucro bastante razoável".
Frisou que o consórcio assegura o cumprimento dos prazos e tem um "currículo invejável", já construindo escolas há mais de 60 anos.
"A nossa proposta em nada é inferior àquelas que aparecem classificadas à sua frente, exceto no preço, pelo que é incompreensível admitir este desperdício financeiro, nos tempos difíceis que atravessamos", disse ainda.
O consórcio já apresentou reclamação ao concurso e ameaça avançar para os tribunais.
Contactada pela Lusa, a câmara de Braga escusou-se a fazer quaisquer comentários.
VCP.
Lusa/fim