"Se não fosse o CDS, o primeiro-ministro chamar-se-ia Pedro Nuno Santos", diz Telmo Correia

"Se não fosse o CDS, o primeiro-ministro chamar-se-ia Pedro Nuno Santos", diz Telmo Correia
| Política
Porto Canal/Agências

O secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, defendeu hoje uma "melhoria significativa" dos salários das forças de segurança e uma "imigração regulada", considerando que se não fosse o CDS-PP, "o primeiro-ministro chamava-se Pedro Nuno Santos".

Estamos a falar de melhores equipamentos, melhor proteção, melhores condições de trabalho, mas não nos escondamos, sejamos claros e fica dito: estamos a falar também de garantir que aqueles que têm a responsabilidade da nossa segurança, seja nas forças de segurança ou nas Forças Armadas, tenham uma melhoria significativa das suas condições salariais. É por isso que nos vamos bater", defendeu Telmo Correia.

O vice-presidente do CDS-PP e governante falava perante o 31.º Congresso do partido, que decorre hoje e domingo em Viseu, defendendo ainda que as "ofensas e ataques às forças de segurança têm e devem ser punidos de forma mais séria e mais grave".

Telmo Correia acrescentou que o CDS-PP não é contra a necessidade objetiva que os empresários têm de mão-de-obra estrangeira, mas defendeu uma "imigração regulada e exigente" sob o lema "rigor na entrada, humanidade na integração".

Na sua intervenção, de cerca de quinze minutos, o antigo deputado salientou o atual peso do partido no Governo minoritário PSD/CDS, liderado por Luís Montenegro.

"O peso do CDS é tão simples quanto nós sabermos que se não fosse o CDS, o primeiro-ministro em vez de se chamar Luís Montenegro, chamar-se-ia, para mal dos nossos pecados, Pedro Nuno Santos [secretário-geral do PS]", considerou.

O centrista pediu para não se esquecer que o principal adversário do partido "são as esquerdas, o PS, o PCP e a extrema-esquerda".

Telmo Correia sublinhou perante a reunião magna que o CDS é um partido do "institucionalismo" e do "lembrar e reconhecer", recordando um dos fundadores do partido, o professor Adriano Moreira.

"Nos 50 anos do CDS, por vídeo, no alto dos seus 100 anos, o professor Adriano Moreira pediu-nos «não desistam nunca, não abandonem, não deixem de lutar». E nós aqui reunidos podemos dizer: senhor professor, não desistimos, aqui estamos, honramos o seu legado, o partido está aqui, está vivo e está capaz de continuar a lutar", clamou.

Também numa intervenção perante o 31.º Congresso, o antigo líder parlamentar Nuno Magalhães disse não ter "a mais pequena dúvida" de que o CDS-PP saberá "manter a boa marca das coligações e da forma de participação, sabendo que lealdade não é subserviência, coesão numa coligação não é absorção, solidariedade não é submissão".

"Sei perfeitamente saberão ter o bom senso na gestão das expectativas, a boa fé na gestão das discordâncias e a empatia nas gestão das crises", defendeu.

Apontando que o CDS-PP se distingue "pela competência, qualidade e lealdade", Nuno Magalhães pediu aos centristas que mantenham "a autenticidade, a competência, a forma de ser diferente e ser melhor dentro do Governo e da Assembleia da República".

O antigo deputado disse que o CDS-PP tutela áreas no Governo "naturalmente difíceis".

O também antigo secretário de Estado da Administração Interna considerou que Portugal "tem um problema de autoridade" e defendeu que "é preciso restaurar a autoridade das forças e serviços de segurança, com certeza com questões remuneratórias, com mais e melhores meios, e também com alterações legais que possam reforçar o seu prestígio, valorizar a sua tarefa".

"E dizer algo muito claro, não temos dúvidas de quem apoiar quando há um incidente policial: as forças de segurança", defendeu.

No que toca à imigração, Nuno Magalhães pediu "rigor nas entradas e humanidade na integração" e considerou que "a pior maneira de ajudar as pessoas que procuram Portugal é deixar as portas escancaradas, prometer tudo para todos ao mesmo tempo e preocupar-se com elas uma única vez".

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